enduring my biggest fears
sábado, 26 de abril de 2008 // 20:41
Finalmente eu tenho uma câmera digital. Ganhei de aniversário da minha mãe, apesar de ainda faltar mais de um mês pro meu aniversário. É uma Kodak Easyshare C713. Até onde eu entendo de câmeras, me parece boa, mas na verdade não entendo bulhufas, só adoro tirar fotos.
O único "probleminha" é que, como eu já tinha dito, meu pc é pré-jurássico, portanto não tem conexão USB. Então, até conseguir comprar um novo, sempre que quiser passar as fotos pro pc, preciso encontrar uma alma caridosa pra fazer a transferência pra mim. @_@
Estou vendo a trabalheira que o pessoal que vai ser formar em palco está tendo e, mais do que nunca, estou firme na decisão de me formar em gabinete. Nunca gostei de cerimônias, pra mim é algo supérfluo, que realmente não me atrai.
Quem vai fazer em palco tem que escolher isso, aquilo, entrar num consenso sobre as músicas, blablabla... Eu estou livre disso, vou fazer uma formatura bem informal, bem mais sucinta e beeeem mais barata. Sem comparação.
Só me irrito quando algumas pessoas fazem parecer que a formatura em gabinete é loucura, "porque a gente passou 4 anos e meio aqui dentro pra depois nem se exibir na formatura?". Eu não quero me exibir. Quero o meu diploma. E, pra mim, os 4 anos e meio na faculdade, por mais deficiente que seja o curso de Bacharelado em Letras, foram mais importantes do que algumas horas dentro do Salão de Atos da UFRGS, usando uma toga alugada, possa ser. Aprendi muito lá dentro, mesmo que o menos que tenha aprendido tenha sido a traduzir. Conheci pessoas diferentes, tive que aprender a compreender e respeitar opiniões muito diferentes das minhas e fiz amizades que espero que durem por muito tempo, quiçá pro resto da vida.
Portanto, não vai ser a formatura em palco que vai fazer o curso valer a pena.
A Rissa mudou de domínio. Agora está num chiquerrémo .com.br, super profissional. E eu tenho que dar um jeito de encontrar ela no MSN pra ver como fica o meu blog.
Marcadores: blog, eu eu eu, ufrgs maldita
are you listening? can you hear me?
sexta-feira, 11 de abril de 2008 // 00:06
The Angel
I dreamt a dream! What can it mean?
And that I was a maiden Queen
Guarded by an Angel mild:
Witless woe was ne’er beguiled!
And I wept both night and day,
And he wiped my tears away;
And I wept both day and night,
And hid from him my heart’s delight.
So he took his wings, and fled;
Then the morn blushed rosy red.
I dried my tears, and armed my fears
With ten thousand shields and spears.
Soon my Angel came again;
I was armed, he came in vain;
For the time of youth was fled,
And grey hairs were on my head.
-- William Blake
É só ter algum trabalho sobre poesia que eu já venho com alguma pra colocar aqui. Mas é que eu sou assim, só leio poesia quando sou obrigada. Aí sempre encontro alguma(s) que acho legal... Eu deveria ler mais poesia, mas me falta saco de ler aquele monte de coisa que parece não fazer sentido algum, para, no meio disso, encontrar alguma bonita.
Sábado passado nós fomos para Três Coroas e Canela. Em Três Coroas nós só fomos visitar o Templo Budista. O pessoal já tinha estado lá mas era a minha primeira vez. Achei tudo muito bonito, colorido, diferente.
Depois fomos visitar o Parque do Caracol, em Canela. Tô sempre indo a Canela, mas fazia mais de 10 anos que eu não ia visitar a cascata. Tá tudo diferente por lá, tem que pagar pra tudo agora! R$8,00 pra entrar no parque, R$5,00 pra subir no mirante panorâmico... Mas é tudo lindo. Tudo verdinho... hehe E aquele barulhinho da água caindo é mágico. E ainda vimos uma siriema meio doida andando pelo parque. Fiquei com pena do bicho, catando comida no meio daquela gente toda tentando tirar fotos dela.
Pra terminar, só passamos em Gramado, na Festa do Colono. Isso foi bem rapidinho, nem deu pra sentir.
No geral, foi uma viagem legal. Só que eu não aproveitei muito pois fiquei bem mal do estômago. x_x
Tem umas parcas fotinhos da viagem no orkut, se alguém quiser ver.
Marcadores: canela, três coroas, ufrgs maldita, viagem
várias coisas
quarta-feira, 2 de abril de 2008 // 00:13
Nesses últimos dias, uma coisa aconteceu que me deixou um tanto chateada. Não vou entrar em detalhes porque, na verdade, foi algo irrelevante, mas a conseqüência ficou.Eu sou uma pessoa bastante idealista e que acaba frustrada por isso, pois uma das minhas características é esperar demais dos outros. Além disso, na maior parte das vezes eu penso diferente das outras pessoas. Essa é uma combinação "letal". Uns tempos atrás essa constante decepção me deixava completamente deprimida; hoje em dia já aprendi a lidar melhor com isso. Aos poucos estou me conscientizando de que eu tenho que aceitar as pessoas como elas são e aceitar que elas me vejam de uma maneira diferente da qual eu me vejo.
Quanto ao que eu disse no post anterior, acho que não me fiz entender muito bem. Existem atos "grandes grandes" e os "pequenos grandes" atos. Esses últimos quase todo mundo faz, muitas das vezes até inconscientemente. Tipo, deixar alguém passar na sua frente numa fila, dar o lugar no ônibus pra alguém que está aparentemente mais cansado ou cheio de sacolas que você... Essas são as coisas importantes que a maioria de nós pode fazer.
O que eu quis dizer com o post anterior foi que eu tinha a ambição de fazer um dos "grandes grandes" atos. Inventar algo que facilitasse a vida das pessoas, descobrir a cura pra alguma doença, sei lá... mas algo que fosse benéfico para um número elevado de pessoas. Lógico, é um pensamento utópico, mas que ficava latejando no fundinho do meu cérebro como algo inacabado. Principalmente porque não virei cientista, inventora, médica... minhas aptidões me levaram a ser tradutora.
Hoje eu imagino que o máximo que vou chegar perto disso vai ser traduzir um texto importante em algum campo, que vai ajudar outras pessoas a ajudarem outras pessoas. E isso já é extremamente reconfortante.
Num momento < diário mode on >:
Finalmente chegou a parte do semestre onde não preciso mais ir à aula nas quartas-feiras! *_* Isso que dá estudar numa faculdade que não tem computadores no laboratório suficientes pra turma toda, forçando o professor a dividir os alunos em dois grupos.
Laboratório esse que tem computadores muito lindos. Tá, podem nem ser tão magníficos assim, mas comparados ao meu da era pré-jurássica...
Criei um blog novo. Aí alguém pergunta: sobre o quê? qual é o link? Perguntas essas que não serão respondidas. Aí esse mesmo alguém pergunta: pra que mencionar o blog, então? Só pra ilustrar mais uma diferença (ou, digamos, evolução) minha pra quando eu comecei com esse negócio de blogs. Antes eu tinha esse desejo quase que patológico por afirmação e queria o máximo de respostas positivas pra tudo que eu fazia. Agora eu consigo criar um blog só pra eu ficar olhando e achar o máximo! ^_~
Esses dias vi um programa perguntando pra pessoas que não são daqui sobre o nosso vocabulário. Das palavras que mencionaram, só sabiam o que é "cacetinho" porque essa já correu o país. Lógico, é quase um palavrão em outros lugares... Mas ainda me deixa pasma que as pessoas não saibam o que é algo atrolhado. Como pode??? Tá, que não saibam o que é um guaipéca até vai, ou que não saibam se já deram uma de viamão lotado... Mas atrolhado é uma coisa tão natural, parece que todo mundo tem que saber.
Tradução simultânea:
Atrolhado: normalmente significa "cheio de gente". Mas também usado pra coisas como "estar atrolhado de trabalho" ou "uma sala atrolhada de móveis".
Guaipéca: cachorro vira-lata solto por aí.
Viamão lotado: a expressão inteira é "pega o viamão lotado e ainda quer janela?". Viamão é uma cidade e os ônibus que vão pra lá estão quase sempre lotados. Significa alguém sair dando palpite numa conversa que não pegou o começo e nem sabe direito sobre o que é.
Cacetinho: caso alguém ainda tenha dúvidas, é o pãozinho francês de 50g.
Logo hoje que tinha me decidido por escrever, achei que não ia conseguir. Na hora da janta, me servindo de pudim de aipim recém saído do forno, "resolvi" jogar o conteúdo da colher na minha mão esquerda, ao invés de dentro do prato... ¬_¬ Doeu muito mesmo. Aliás, ainda dá umas ferroadas de vez em quando. Agora estou aqui, com a minha mãozinha emplastada de clara de ovo, que a amiga da minha mãe, que é enfermeira, disse pra fazer. Tomei o remédio que ela mandou, também. Não sei qual dos dois levou a dor embora, mas estou grata por isso.
< /diário mode off >
Acabei com qualquer estoque do que falar por um boooom tempo...
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