it fuels the lies, it feeds the curse
❉ sexta-feira, 13 de novembro de 2009 ❉
Hm, quem olha meu blog imagina que eu não pense em outra coisa além de Twilight no momento, porque quase tudo aqui tem a ver com isso. Mas na verdade, é só aparência... eu penso em outras coisas, sim. ^^Comecei o post escrevendo isso porque o tema desse texto também tem a ver, embora muito superficialmente, com Twilight.
Não faz muito eu procurei ouvir a trilha sonora do primeiro filme porque queria saber qual era a música que tocava na cena do beisebol, a única que realmente presta no filme. Tinha gostado muito daquela música. Logo de cara, a primeira música: Supermassive Black Hole, da banda britânica Muse. Fiquei admirada, não imaginava que Muse pudesse soar daquele jeito.
Eu já conhecia a banda porque bastante tempo atrás ouvi o álbum Origin of Symmetry deles. Não sei se foi o álbum mesmo ou se foi o momento, só sei que não gostei muito. Mesmo assim, gostei tanto daquela música que fui atrás ouvir o álbum Black Holes and Revelations, da qual ela faz parte. E fiquei ainda mais admirada com o quanto eu adorei o álbum inteiro.
Há muito tempo fiz um post sobre a trilha sonora do anime de Tsubasa Chronicle, falando o que achava de cada música. Resolvi repetir a experiência. E que fique claro que eu não entendo nada de música realmente, tudo o que escrevo é só o que eu acho e sinto quando ouço uma música.

Black Holes and Revelations, por Muse (2006)
Clique nos títulos das músicas para ouví-las
Death1. Take a Bow. (Que eu já tava achando que ia ser um cover da Madonna XD). Não é muito promissora, apesar de ser uma boa introdução ao tema "espacial". Muito instrumental eletrônico pro meu gosto, sei lá, quase techno. Não era ruim, mas se fosse tomar essa como parâmetro para as outras, era capaz de ter desistido de ouvir. Como eu sabia que tinha algo como Supermassive Black Hole no meio, sabia que a primeira música não era parâmetro.
You bring death, and destruction to all that you touch
Our hopes and expectations2. Starlight. Melhor que a primeira já que é bem menos eletrônica, mas ainda não tudo isso. O maior feito dessa é ter um piano 'cute' e ser a fonte do título do álbum.
Black holes and revelations
Glaciers melting in the dead of night3. Supermassive Black Hole. Como já disse, é muito boa. Tem batida pop mas uma guitarra pesada, ótima combinação. O engraçado foi terem escolhido essa como single, já que é música que menos parece fazer parte do todo no álbum pois não tem quase qualquer sonoridade espacial.
And the superstars sucked into the supermassive
(É o ringtone do meu celular no momento =D)
Life will flash before my eyes4. Map of the Problematique. É boa. Fica na mesma que Starlight, apesar de eu adorar o piano da introdução da música.
So scattered and lost
There's no justice in the world5. Soldier's Poem. Engraçado que a primeira música do álbum que eu tenha realmente gostado seja essa. Completamente diferente de tudo, curtinha, é tipo um interlúdio. Lenta, um quê de música dos anos 50, um quê de valsa, com uma letra meio cínica. Ótima!
And there never was
Don't give up the fight6. Invincible. Já gostei na primeira vez que ouvi, mas me apaixonei mesmo na segunda vez. Alguém poderia dizer que essa música seria perfeita para ser o tema de uma cena de uma guerra no espaço, para um personagem que duvide um pouco de si mesmo, algo assim. Tem uma batida militar, sintetizadores estilo espacial e uma letra que fala sobre acreditar em si mesmo. Começa quietinha, meio lenta, e no meio ganha uma guitarra pesada e um solo maravilhoso. Nota 10!
You will be all right
Cause there's no one like you
In the universe
Warped and bewitched7. Assassin. Bem pesada, uma das duas que tem o tema político bem explicíto. A parte que mais me agrada nessa o refrão com o coro ao fundo. Muito boa.
Time to erase
When the Zetas fill the skies8. Exo-Politics. Como não poderia deixar de ser é a outra com o tema político. Tem uma guitarra meio chiclete mas muito legal e uma batida ótima.
Will our leaders tell us why
Fully loaded satellites
Will conquer nothing but our minds
Destroy this City of Delusion9. City of Delusion. A única que tem som de violão mais proeminente no começo. E logo antes do refrão tem um violino e uma batida estranha, meio caribenha. No final tem um toque mariachi. E ainda assim é pesada. Fica uma mistura super interessante.
Break these walls down
No love to set us free10. Hoodoo. Junto com a primeira é a que eu menos gosto, apesar de ser boa. É lenta e pesada ao mesmo tempo, com um toque oriental em certas partes e o vocal distorcido, tipo quando alguém fala muito perto do microfone. Dá um efeito diferente.
Watch our souls fade away
You and I must fight for our rights11. Knights of Cydonia. A música mais louca do álbum. Como não poderia deixar de ser, começa com o som de cavalos correndo. É meio Bohemian Rhapsody, cheia de estilos diferentes na mesma música, com vocais diferentes também.
You and I must fight to survive
Faith, it drives me away11. Glorious. Amar músicas que não realmente fazem parte do álbum é comigo mesmo (meu álbum preferido do The Killers é uma coletânea de B-sides). Essa é faixa bônus do lançamento japonês, mas mereceria fazer parte do álbum de tão boa que é. Certamente uma das minhas preferidas. Começa com um fade-in e um piano bonitinhos, mas fica mais pesada. O refrão é o ponto alto.
But it turns me on
Like a strangers love
It rockets through the universe
It fuels the lies, it feeds the curse
We, too, could be glorious
Marcadores: muse, música, review de álbum
and i can't be holding on to what you got when all you got is hurt
❉ sexta-feira, 6 de novembro de 2009 ❉
Lá estava eu, pensando em escrever algo. Pensei em fazer o post 2 da minha "série" sobre livros transformados em filmes, mas não queria escrever sobre Twilight de novo. Então pensei, "vou escrever sobre algum outro filme baseado em livro primeiro". Tá. Só que nesse meio tempo eu entrei na internet e li coisas. Incluindo isso. O que me fez querer escrever esse post.Não dá para criticar uma coisa que não é voltada para mim. O livro e o filme é para aquelas garotas que ouvem Jonas Brothers e acham que o Zac Efron o maior galã do cinema. É uma história simples de amor impossível escrita despretensiosamente, certamente sem esperanças de que fosse publicado.
Concordo parcialmente com a última frase. Twilight é sim um livro despretensioso e não é uma maravilha de estilo e sei-lá-o-quê, tem erros, tem drama e tem clichês. Simplesmente não é perfeito.
Porém, a primeira parte dessa citação me encomoda bastante. Eu não gosto de Jonas Brothers (nunca nem ouvi nada deles por completo), e pra falar a verdade nem sei direito quem é Zac Efron. Generalizar é sempre perigoso. Essa descrição é muito boa pra maioria das fãs que surgiram depois do filme, é verdade, mas a maioria daquelas que gostava da série antes do cinema é bem diferente disso.
O que eu, pelo menos, e vou falar só por mim, adoro nessa história é a idéia central. É o que a imaginação pode criar a partir dela. A Stephenie Meyer teve idéias muito boas pra essa série (não falo em relação aos vampiros, mas sobre as tramas), ela só tem um pouco de dificuldade desenvolvendo as próprias idéias. Ela (ainda) não é escritora de ganhar prêmios, mas as tramas dela são boas e ela pode vir a melhorar muito no futuro na parte do desenvolvimento. Por que não?
O problema, pra mim, está em algumas pessoas que parecem dedicar a sua existência a menosprezar o que os outros fazem ou gostam.
Eu não entendo e gostaria que alguém pudesse me explicar o que se ganha falando mal de X ou Y. Nem falo muito desse artigo que postei em particular porque o texto nem é agressivo e não parei pra ver o vídeo, mas já me enchi de ler coisas horríveis sobre inúmeros tópicos. Twilight é só o tópico do momento.
Eu sempre penso em algo que eu não gosto na hora que vejo as coisas que essas pessoas escrevem ou falam. Penso nisso porque tento ver se eu faria algo igual sobre, sei lá, filmes de zumbi ou algo assim. E a resposta é sempre não. Alguém gosta, e se esse alguém está feliz, ótimo! Eu não consigo compreender como algo que não te afeta pode despertar tanto ódio. Simplesmente não entra na minha cabeça.
Eu poderia pegar algo que não gosto de fazer um texto sobre, dando razões, fazendo uma reclamação aqui e ali, mas nunca ofenderia ninguém. É quando essa rixa (que já é descabida) chega na ofensa que eu não entendo mais nada.
Esses dias vi fãs de Harry Potter falando mal de Twilight e dos respectivos fãs da série. Esquecem-se eles que foram alvo do mesmo tipo de comentários lá na época do longínquo primeiro filme da série... Talvez seja mágoa que tenham guardado por todo esse tempo e agora finamente acharam alguém em quem descarregar.
Outro aspecto, que esse artigo que eu linkei menciona, é que a série lida com algo que é quase uma religião para alguns: vampiros. Mas aí vem um outro problema. Por que não falam de outras séries que também têm vampiros, como a Blue Bloods, da Melissa de la Cruz, ou a Morganville Vampires, da Rachel Caine? Porque é fácil falar de Twilight agora que todo mundo já conhece. Assim, falando bem ou falando mal, quem fala aparece bastante. Ninguém critica as outras ainda porque não tem muita gente que conhece.
Twilight ter virado filme foi o céu e o inferno pra série. Deu visibilidade e fez muito, mas muito mais gente conhecer a história, mas também colocou a trama e todos aqueles que gostam dela na mira dos odiadores de plantão.
Enfim, eu nem deveria ficar escrevendo sobre isso. É simplesmente perda de tempo e eu sei disso. Ninguém vai parar e pensar "nossa, o que eu ganho com isso?". E na verdade, eu tenho até um pouco de pena dessas pessoas, porque elas estão perdendo os seus preciosos tempos com algo que elas não gostam ao invés de estarem curtindo algo que gostam.
Marcadores: coisas que me irritam, twilight
meet me half way, when the sun is perched at its highest peek
❉ segunda-feira, 2 de novembro de 2009 ❉
Decidi, já que ia reler New Moon, que ia fazer anotações enquanto ia progredindo. Primeiro pra entender o que não gostei e o porquê, e depois pra ver se mudava de idéia sobre o livro depois de uma segunda leitura.+ Leia um post REPLETO de spoilers
E também tem a hesitação da Bella depois do incidente com o Jasper. Eu até entendo a reação dela e que o desespero tenha feito ela ficar meio cega, mas ainda acho irritante que ela não tenha tentado conversar racionalmente com o Edward. Claro, o resultado seria o mesmo ou não não haveria livro, mas acho que seria mais crível... ou, pelo menos, eu me sentiria menos frustrada.
Agora vou começar a parte que não gostei. O que lembro dela é que era dramática, pessimista e depressiva demais. Imagino que pudesse ser um pouco menos dramática, pelo menos. Mas agora eu também entendo que dramático é algo que a Stephenie Meyer ama. Tinha drama em Twilight também, mas não era tão forte e tão longo quanto em New Moon.
Até o capítulo 12 eu mudei um pouco de idéia sobre livro. Acho que a primeira vez que li eu queria tanto saber o que ia acontecer e não queria esperar até chegar lá. Agora que sei como termina, posso apreciar os detalhes lendo com atenção e estou percebendo que, até agora, eu não detesto o livro nem com a metade de intensidade que tinha antes. Eu até digo que, de fato, eu não gostava do livro porque durante todo esse pedaço o Edward estava quase que totalmente ausente, a não ser pelas coisas que ele diz na cabeça da Bella e que nem era ele de verdade. Esse fato foi difícil de aceitar na época. Agora estou deixando isso de lado e vendo que o livro não é ruim.
Claro, ainda existem coisas que me incomodam, como os sonhos inacabáveis da Bella. Acho que as descrições minuciosas, todas as manhãs, de sonhos que quase não mudam é o aspecto mais chato até agora.
Agora, depois do capítulo 15, comecei a lembrar mais razões para ter problemas com essa parte do livro. Além de se arrastar infinitamente, há os "episódios" constantes, toda vez que a Bella pensa nos Cullen. Tá, eu entendo, é doloroso, mas começa a ficar chato quando a toda hora há uma menção a isso, com descrições detalhadas. Há muitos problemas pra respirar, ela se enrolando numa bola e coisas assim. É muito... gráfico. Existem outras maneiras de se descrever a dor sem ser tão direto e repetitivo.
Do capítulo 16 em diante comecei a ler ligeiro de novo. Não consigo me controlar. Eu reclamo do vício que a Bella tem pelos vampiros mas eu tenho o mesmo vício.
Não há nada realmente de errado a partir daqui, somente algumas coisas que incomodam, como o anticlímax que é o encontro com os Volturi. E como a Bella consegue ser tapada até ter uma epifania e ficar completamente certa de que o Edward a ama. Num momento ela tem certeza de que ele está indo embora de novo e no outro ela mesma está dizendo que ele a ama. Isso me incomoda porque falta um pouco de consistência. Ela duvida da própria beleza, duvida que ela possa ser boa o bastante para o Edward e não acredita que ele possa amá-la, e na cena seguinte ela está toda segura de si, falando coisas que vão de encontro com o que ela pensa.
A cena em que ela acorda depois do encontro com os Volturi me chateia um pouco. Não deveria, o Edward está ali, todo perfeito, mas me chateia porque é um pouco açucarada demais. Mas imagino que seja um sentimento não compartilhado com outros leitores.
No fim das contas, melhorei meu conceito sobre esse livro. Consegui dar 3 estrelas pra ele ao invés da 1 que dei quando li pela primeira vez. Eu acho, depois dessa leitura desapegada, que gosto de New Moon da mesma forma que gosto de Breaking Dawn: nem perto do quanto gosto de Twilight e Eclipse mas também nem perto de detestá-los. Mas para fazer uma comparação dessas teria que reler Eclipse e Breaking Dawn também, e vai demorar um pouco até isso acontecer.
Imagino que a Stephenie Meyer vá nos punir ao nunca terminar de escrever Midnight Sun. Esse tinha o potencial pra ser o melhor livro da série. A metade que já li é ótima, maravilhosa... mas, o livro que seria melhor se o Edward nos desse a versão dele da história seria New Moon, exatamente porque ele não está lá na maior parte do tempo. Seria legal ler como ele vê a saída dele de Forks e, especialmente, como ele se sentia quando estava longe.
Marcadores: livros, new moon, twilight
in the dark you tell me of a flower that only blooms in the violet hour
Grrr. Queria mudar o blog para o modelo "novo" do blogger pra poder usar um sistema de comentários que permita escrever respostas, mas vou ter que aprender XML primeiro. Ou seja: vou continuar com o velho por um loooongo tempo. Oh well.Marcadores: blog
talking to myself again, this time i think i'm getting through
❉ quarta-feira, 21 de outubro de 2009 ❉
Primeiro de uma (possível) série sobre livros e suas versões cinematográficas.Harry Potter e a Ordem da Fênix:
Não faz muito tempo que vi o quinto filme da série, pela primeira vez. Levei muito tempo pra ver e depois de ter visto não me arrependi de não tê-lo feito antes.
Aquilo é uma desculpa esfarrapada de filme, muito mal feito. Não tem sequência, só um monte de cenas, uma atrás das outras, que, imagino pra quem não leu o livro, faz pouco sentido.
Alguém usaria como desculpa que o livro é muito longo e que aí já começa o problema. Sim, o livro é longo e talvez não houvesse como trasformá-lo num filme perfeito, mas tenho minhas dúvidas se não havia como fazer um filme decente, pelo menos.
Começaria por fazer um filme mais longo. Fizeram um com um pouco mais de 2 horas, poderia ter 3. É muito tempo? O último filme da trilogia Senhor dos Anéis tem mais de 3 horas e ninguém, que eu saiba, reclamou de ser longo demais. Aliás, eu não me importaria dele ser ainda mais longo, para o Peter Jackson colocar os pequenos detalhes que faltaram. De qualquer forma, Harry Potter e a Ordem da Fênix poderia ter, no mínimo, mais meia hora de duração, o que, com certeza, permitiria fazer um filme melhor.
Porém, levando-se em conta que há no filme cenas completamente dispensáveis que foram alongadas mais do que o necessário, como o voo da casa dos Dursley até Grimmauld Place, imagino que uma duração maior só abriria mais espaço para coisas sem sentido.
Outro motivo para o filme ser ruim são as mudanças inexplicáveis na trama. Pequenas alterações que não fazem diferença para o desenvolvimento do filme, mas que mesmo assim foram mudadas, fazendo com que a coisa toda perdesse um pouco do sentido. Um exemplo é terem cortado a amiga da Cho que delata a Ordem, fazendo com que, no filme, quem dê com a língua nos dentes seja a própria Cho. Outra é terem dado falas de uma personagem para outra.
Uma das poucas coisas boas do filme foi Dollores Umbridge. A caracterização da personagem foi bastante boa, imagino que ninguém a tenha imaginado muito diferente daquilo. Ela é central nessa história da série e foi bem representada. Porém, talvez não fosse preciso se fixar tanto na tirania dela e nos muitos decretos que ela colocou em prática. Aí teríamos mais tempo para desenvolver melhor as outras tramas.
A melhor cena é a escapada de Fred e George. É uma cena marcante da série e foi bem feita. Acontece que, por sua vez, a cena mais importante foi completamente estragada ao ser, como todo o filme, apressada. Bellatrix Lestrange matando Sirius Black não recebeu o tratamento merecido, passando correndo, apertada no meio de tantas outras cenas.
Enfim, posso dizer com segurança que é o pior filme que vi da série. Ainda não vi Harry Potter e o Enigma do Príncipe, e confesso que estou com medo de ser tão ruim quanto o seu antecessor.
Marcadores: cinema, harry potter
